<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0">
<channel>
	<title><![CDATA[g1 > Bem Estar]]></title>
	<description><![CDATA[O Bem-Estar é um programa da TV Globo sobre saúde, bem-estar e alimentação]]></description>
	<link><![CDATA[https://g1.globo.com/bemestar/]]></link>
	<language><![CDATA[pt-br]]></language>
	<item>
		<title><![CDATA[A longevidade não pode ser resumida à expectativa de vida ]]></title>
		<description><![CDATA[        No começo do mês, assisti, on-line, a diversas apresentações da Conferência de Envelhecimento Saudável (Healthy Aging), realizada pelo Programa de Medicina do Estilo de Vida da Universidade Stanford. O tema do evento, “Propósito, Poder e Diversão” (Purpose, Power and Play), vai ao encontro do conceito – cada vez mais enraizado – sobre a importância de projetos, objetivos, alegria e engajamento social na velhice.
A geriatra Louise Aronson: motivação é uma espécie de motor que nos move
Divulgação
E o que está por trás disso? A longevidade não pode ser resumida apenas à expectativa de vida e de saúde. Na verdade, tem que levar em conta o que faz nossa existência valer a pena. A sociedade entende que diversão é algo que diz respeito somente a crianças e jovens; no entanto, ela é uma ferramenta eficiente para a construção de laços em qualquer idade. 
Nas colunas de hoje e de domingo, escrevo sobre as palestras que mais me cativaram. A geriatra Louise Aronson, escritora e professora de medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco, afirmou que a motivação é um fator da maior relevância para manter a saúde: “Sabemos que a recuperação é mais difícil à medida que envelhecemos, mas vejo as pessoas enfrentando com muito mais disposição uma quimioterapia, ou o processo de reabilitação após uma cirurgia, porque querem ir à formatura ou ao casamento de um neto ou neta. É uma espécie de motor que nos move”.
Aronson utilizou uma expressão que está em alta na área da gerontologia: o social prescribing, ou prescrição social. No lugar de uma receita de farmácia, trata-se de promover um ambiente que conecte as pessoas idosas a atividades, recursos e redes de proteção para promover sua saúde, autonomia e seu bem-estar. “A ciência gosta de medir tudo, o que, às vezes, pode ser meio reducionista. As conexões e o engajamento social são tão importantes quanto exercitar-se”, ressaltou. 
A gerontóloga Barbara Waxman, consultora do Centro de Longevidade de Stanford, foi enfática: “O envelhecimento não é sinônimo de declínio. Eu diria que, ao chegamos aos 60 anos, é quando temos o maior senso de propósito de nossas vidas e uma noção clara de como os outros importam”. Na sua visão, há espaço para florescer na velhice:
Barbara Waxman: “Ao chegamos aos 60 anos, é quando temos o maior senso de propósito de nossas vidas”
Divulgação
“Precisamos de bons relacionamentos. Precisamos de um propósito, que nos dará asas. Precisamos de alegria. Eu gostaria de convidar todos a embarcar no desafio de criar uma métrica sobre o que nos traz alegria. Diariamente, enumerar todos os pequenos prazeres possíveis. Pode ser o ritual do café da manhã. Ver o dia nascer. Ou, ainda, brincar com os netos, encontrar um amigo querido”. 
Reportagem dá dicas de como envelhecer bem
No domingo: Nosso modelo mental tem o potencial de nos tornar mais fortes  ]]></description>
		<category><![CDATA[G1]]></category>
		<date><![CDATA[28/05/2026]]></date>
		<linkfoto><![CDATA[https://s2-g1.glbimg.com/VaAcAOOhqsDEbZ5UA8SntdsGOFo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/M/B/nXC6uETrW7cbUFgDj7SQ/barbarawaxman.jpg]]></linkfoto>
		<qrcode><![CDATA[]]></qrcode>
		<logo1><![CDATA[http://rss.suatv.com.br/G1/img/logo1.png]]></logo1>
		<logo2><![CDATA[http://rss.suatv.com.br/G1/img/logo2.png]]></logo2>
	</item>
<item>
		<title><![CDATA[Por que trabalhadores experientes são uma vantagem competitiva]]></title>
		<description><![CDATA[        Vamos olhar o copo meio cheio: embora o preconceito de idade ainda seja a norma, o valor dos trabalhadores experientes está começando a ganhar corpo – e reconhecimento. Essa é a tese defendida por Annie Coleman, fundadora da RealiseLongevity (algo como “tomando consciência da longevidade”), que, após quatro décadas no mercado financeiro, agora se dedica a ajudar organizações a enxergar vidas mais longas como uma vantagem competitiva. Seu lema é claro: se não há uma estratégia para a longevidade, não existe uma estratégia de crescimento.
Annie Coleman: empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra
Divulgação
Coleman utiliza histórias sob medida para ilustrar sua hipótese: nos arredores de Macclesfield, no noroeste da Inglaterra, uma filial da varejista de reformas B&Q enfrentava a alta rotatividade de empregados e a insatisfação recorrente dos clientes até pôr em prática um experimento simples: em 1989, a empresa compôs a equipe da loja majoritariamente com funcionários mais velhos. Os lucros aumentaram 18%, enquanto a rotatividade e o absenteísmo despencaram. A iniciativa levou a B&Q a abrir treinamento para todas as idades e a destacar veteranos em sua publicidade, tratando a experiência como uma vantagem, e não como um custo.
Em 2007, a BMW começou a implementar adaptações ergonômicas de baixo custo em uma linha de montagem especializada em Dingolfing, na Alemanha. Focada em oferecer melhores condições aos funcionários de meia-idade e seniores, a empresa adotou estações de trabalho com altura ajustável, iluminação aprimorada e banquetas especializadas. O resultado? Um crescimento de 7% na produtividade. 
Um documento do Bank of America afirma que recrutar e reter colaboradores maduros está se tornando crucial à medida que as populações envelhecem. Por isso, benefícios inclusivos são vistos como um motor de desempenho organizacional, especialmente para funções onde o julgamento, a experiência e a qualidade da decisão são primordiais.
Pesquisas recentes da AARP (American Association of Retired Persons), que conta com mais de 40 milhões de associados, e da OCDE (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostraram que empresas com mais trabalhadores acima dos 50 ganham em eficiência. Da mesma forma, um estudo de 2022 do Boston Consulting Group revelou que equipes multigeracionais superam as homogêneas quando o julgamento e a mentoria sênior se combinam com as habilidades digitais dos jovens. 
No entanto, Coleman aponta que iniciativas como essas raramente são apresentadas como uma estratégia central. A maioria das corporações ainda projeta carreiras como se a eficácia atingisse o pico cedo – e como se a velocidade, o vigor e a inovação pertencessem exclusivamente aos jovens. Se a experiência melhora os resultados, por que tantas empresas expulsam as pessoas justamente quando o seu valor atinge o auge? Nos EUA, uma análise do Urban Institute mostrou que mais da metade dos trabalhadores acima de 50 anos foi desligada de empregos de longa data por reestruturações, e não por problemas de desempenho. Ela enumera três desafios urgentes:
O êxodo prematuro: expulsar os 50+ do mercado por razões não relacionadas ao desempenho é uma falha sistêmica de design e sinônimo de perda de capital intelectual.
O ponto cego da demanda: os gastos dos indivíduos acima de 55 anos devem chegar a US$ 15 trilhões anuais até o fim desta década. Ignorar esse público é desperdiçar oportunidades de crescimento.
Vidas profissionais longas são inevitáveis: seja por necessidade financeira ou mudanças nas políticas previdenciárias, as pessoas trabalharão por mais tempo. Empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra.
A terceira idade no mercado de trabalho  ]]></description>
		<category><![CDATA[G1]]></category>
		<date><![CDATA[03/05/2026]]></date>
		<linkfoto><![CDATA[https://s2-g1.glbimg.com/Nqd11nsBtSK4N8LUGc6EqST9_2s=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/H/PFXpPxTiy2ipA8Nas5KQ/anniecolemanmaishorizontal.jpg]]></linkfoto>
		<qrcode><![CDATA[]]></qrcode>
		<logo1><![CDATA[http://rss.suatv.com.br/G1/img/logo1.png]]></logo1>
		<logo2><![CDATA[http://rss.suatv.com.br/G1/img/logo2.png]]></logo2>
	</item>
<item>
		<title><![CDATA[Preconceito: pesquisa mostra que muitos acham que quem passou dos 50 não combina com as últimas tendências da moda]]></title>
		<description><![CDATA[        Quem passou dos 50 anos não fica bem usando os últimos lançamentos da moda – é o que aponta uma nova pesquisa da organização britânica Centre for Ageing Better (Centro para Envelhecer Melhor). A instituição acaba de lançar a terceira edição de Age Without Limits (Idade Sem Limites), sua campanha anual contra o etarismo.
Preconceito: muitos acham que quem passou dos 50 não combina com as últimas tendências da moda
Age without limits
Para dois terços dos 4 mil entrevistados, as pessoas deveriam abrir mão de seguir as tendências da moda por volta dos 56 anos. Pior: para um em cada dez participantes do levantamento, o “limite” de idade seria aos 40! No campo profissional, as notícias também não são positivas: aos 55 anos, um candidato a emprego deixaria de ser considerado “desejável”.
A pesquisa destaca atitudes idadistas em relação às habilidades tecnológicas e à qualidade da função cerebral à medida que as pessoas envelhecem, revelando que:
Tecnologia: a idade média em que os entrevistados imaginam que alguém tem dificuldade em se adaptar a novas tecnologias é aos 61 anos, embora os dados mostrem que quem passou dos 70 fica mais tempo on-line do que qualquer outra geração, exceto a Z (os nascidos entre 1995 e 2010).
Declínio cognitivo: há uma crença de que ele começa aos 63 anos. Isso é três anos antes da ocorrência do chamado “envelhecimento precoce” do cérebro e mais de 20 anos antes do envelhecimento tardio. 
O levantamento apresenta ainda diferenças interessantes na probabilidade de atitudes etaristas dependendo das faixas etárias:
A faixa etária com maior probabilidade de pensar que alguém deixa de ser um candidato desejável na faixa dos 50 anos foi a compreendida entre os 45 e 54 anos (41%) – possivelmente, um reflexo do idadismo que esse próprio grupo vivencia no mercado de trabalho.
No grupo entre 45 a 54 anos, 23% acreditam que o declínio cognitivo começa aos 50 anos. Já na faixa de 55 a 64 anos, o índice cai para 13%: novamente, um possível indicador de que tais receios não se confirmam quando se chega à idade mais avançada.
“Esse é um preconceito contra o nosso eu futuro, pois todos esperamos envelhecer um dia. O idadismo restringe o trabalho, a saúde, os relacionamentos, a ambição e a confiança. Em última análise, determina quais vidas são consideradas dignas de atenção”, afirmou Carole Easton, diretora executiva do Centre for Ageing Better.
Moda pode fazer com que idosos tenham uma qualidade de vida melhor  ]]></description>
		<category><![CDATA[G1]]></category>
		<date><![CDATA[22/03/2026]]></date>
		<linkfoto><![CDATA[https://s2-g1.glbimg.com/Lzk98_rLHovviGliVVxl31cuSw4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/z/wxfLvARuastZoIdEz7tQ/preconceitocontramoda50maishorizontal.jpg]]></linkfoto>
		<qrcode><![CDATA[]]></qrcode>
		<logo1><![CDATA[http://rss.suatv.com.br/G1/img/logo1.png]]></logo1>
		<logo2><![CDATA[http://rss.suatv.com.br/G1/img/logo2.png]]></logo2>
	</item>
</channel>
</rss>